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Acho que acabei de descobrir o mais divertido de estar grávida: a sensação de voltar â adolescência. Certamente por culpa da grande quantidade de hormónios liberada dentro de mim em tão pouco tempo, tudo fica a flor da pele. Já ouvi vários relatos de pessoas que sofrem com isso, pois não conseguem de certa maneira administrar esse “shot” de sentimentos desordenados, mas na realidade eu estou me divertindo. É como voltar a ver um furacão de pensamentos, com a  vantagem de  saber administrar-los melhor do que quando tinha 15 anos. Me explico…

Esta semana resolvi ver um filme, tipo sessão da tarde, cujo nome não precisa ser mencionado, pois corro o risco de morrer de vergonha depois, basta com dizer que é um filme sessão da tarde, mas consideravelmente bem dirigido e editado. Pois bem, resolvi ver esse filme só para me distrair um pouco. Não é que não consigo parar de assistir… uma e outra vez!! Já chorei vendo o filme, já dei gargalhada (mais pela situação ridícula, que pelo filme) sem parar… Acho que não acontecia isso comigo desde que tinha uns 13 anos e vi Entrevista com o Vampiro  que – Brad Pitt a parte- vi umas 10 vezes em uma semana! Ok, ok. Também tive minha fase Senhor dos Anéis, que vi no cinema umas 4 vezes…

Minha criatividade está á milhão! É uma vontade de fazer de tudo relacionado à arte que eu não faço há muito tempo:  pintar, escrever, origami… (isso não quer dizer que eu esteja fazendo melhor que antes, muito pelo contrário, perdi a prática faz tempo). A imaginação voa! Realmente é como se tivesse dado um up-grade! Não sei porque as grávidas reclamam tanto dos hormónios… Sabendo que são coisas passageiras, é só deitar e rolar! Eu realmente me divirto!! Mesmo depois das crises de choro (que só tive uma até agora) eu dou risada. Vai entender!

Nova ecografia

mar-6-meses-3d-2

Mar, com 6 meses e meio!

Não parava de falar!! Com a mão direita do lado direito do rosto.

Já pesa 1Kg e mede mais ou menos uns 35cm!

Falta pouco!

Quarto da Mar

Fim de semana passado chegaram os móveis do quarto da Mar! (só clicar nas fotos para ver em tamanho grande)

Atenção para a felicidade do Manu depois de montar o trocador!

Até a Marie participou (só o Schwartz que ficou tomando sol enquanto a gente trabalhava!)

Eu pintei a parede para parecer o mar. A cor é verde-água até a metade e depois é branco. Tem uma pequena chuva de conchas e flores que caem do teto. Falta colocar os adesivos que compramos de peixinhos, sereias, arca de Noé, pinguins etc. Acho que eu deveria trabalhar com decoração de quarto de bb!

O quarto ainda esta pela metade. O principal já está feito, agora faltam os detalhes. Devagarinho vamos ajeitando tudo para a chegada da filhota, que aliás está super agitada. Dá uns pontapés e socos que chegam a doer na bexiga e nas costelas! Vai ser bruta como a mãe… Para quem perdeu as contas, entrei no 7º mês de gestação! Vou tirar umas fotos da pança este fim de semana e colocarei aqui! Não tenho ecografias novas para mostrar infelizmente…

Eu e a água

Sempre fui da água, principalmente do mar.

Uma das primeiras lembranças que tenho da minha infância é de um dia abafado de verão na casa do Guarujá dos vovós. Eu devia ter uns 4 anos, mais ou menos. Todos estavam dormindo, fazendo uma siesta depois do almoço, que quase sempre era bem reforçado, com direito às maravilhosas comidas feitas pelo vovô. Como uma boa criança, com dons independentes e muita energia pra gastar, peguei meu valioso triciclo vermelho para dar umas voltas. O melhor chão para andar de triciclo estava em volta da grande piscina, com bela vista para o campo de golf. Por que não uma voltinha por lá? Algo como 3 voltas depois, me distraí com alguma coisa que se movimentava e caí na piscina, levando triciclo e tudo. Me lembro exactamente desta cena como se fosse ontem: a sensação de estar voando embaixo d´água, sem pesar nada, toda aquela imensidão azul e ninguém além de mim. Por instinto prendi a respiração e segurei bem forte. Lembro que não tinha medo… ao contrário: estava fascinada por aquele novo mundo. Embaixo d´água mesmo comecei a caminhar até as escadas; não as escadas de metal, mas daquelas escadas grandes, iguais de uma casa. Tranquilamente alcancei o primeiro degrau e comecei a subir um por um até alcançar o velho mundo conhecido por todos. Não chorei, nem me assustei. Apenas fiquei com medo da minha mãe me dar uma bronca por estar brincando tão perto da piscina.

A água sempre me acalmou. Nada melhor que um pulo no mar para relaxar e limpar a alma. 

Claro que minha estreita relação com a água não ficou só por este episódio. Conta a minha irmã mais velha, Elodie, que quando eu tinha um ano, mais ou menos, eu cai (ou me joguei) nesta mesma piscina. Todos estavam tão absortos na conversa de um dia de verão que não viram a cena. Só Elodie, que devia ter uns 7 anos, pulou na água e me resgatou lá do fundo. Desta vez não me lembro de nada, não sei se chorei ou se me engasguei, mas pelo jeito não fiquei com trauma ou medo, pois sempre retornei à água.

O mar também me traz muitas lembranças. Entre as férias de quando eu era adolescente até as caminhadas de hoje. Minha última grande recordação foi deste verão no Brasil. Quando estava em Cambury, em outro dia abafado, e mergulhei na praia da Baleia. O mais bonito não foi o mergulho (que não estava perfeito por causa da quantidade de pessoas e o mar estava algo mexido), mas sim poder mergulhar com a minha mãe e meu padrasto de novo, como fazíamos nos velhos tempos, quando as relações eram mais próximas e viajávamos todos juntos de férias a alguma praia paradisíaca para praticar mergulho (quantas lembranças de Ilha Grande, Tok-tok, Paúba entre tantas outras). 

Sempre tive uma relação muito forte com a água. Com grande respeito (nunca medo) e uma atração inexplicável, provavelmente desencadeada pela grande fascinação que me criava o dia do meu nascimento: 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, rainha do mar. Talvez a água me evoque os dias mais seguros da minha vida, quando eu ainda estava dentro da minha mãe, ou pode que o acumulo de experiências que tive, que me trazem só alegria. De qualquer maneira, não conseguiria ficar muito tempo longe do mar, por isso escolhi viver em Barcelona.

E por causa do meu grande amor pelo mar e de tudo que aprendi nele e dele, decidi retribuir o que me foi dado: a coisa mais preciosa na minha vida terá a honra de se chamar Mar, e sei que fará jus ao nome, com todo o respeito e amor que eu também tenho.

Uma fotinho da barriga, embora já tenha um mês esta foto, e a barriga esta beeem maior.

diana

E outra do futuro papai, que eu achei divertidíssima:

barriga

Tá se achando…

Foi um dia ensolarado entre tantos dias de chuva, o que parecia uma benção considerando que o inverno já mostrava sua cara. Acordei as 5hs da manhã com uma fome incontrolável. Sempre fui de comer bastante, mas não de acordar com fome, principalmente quando havia traçado um prato considerável de macarrão com beringela antes de dormir. Não pensei duas vezes: fui à farmácia aqui ao lado e comprei um teste de gravidez. E não é que estava lá a bendita risquinha… bem fraquinha, mas estava. Ainda por via das dúvidas, corri à farmácia e perguntei à mulher que estava atendendo se aquilo era um positivo… Disse que sem sombra de dúvidas era um positivão! Comprei uma chupeta e voltei pra casa. Pulando de alegria fiz uma caixa (Hediard, claro) para Manu, com a chupeta, o teste positivo e um bonito laço! Grande presente ele recebeu quando chegou em casa para almoçar!!! (e não era chocolate Hediard)

À noite já começamos as ligações para toda a família franco-brasileira dando a boa nova! Os amigos se deram conta do acontecido quando comecei a levar cerveja sem álcool para as festinhas… Todos contentes e felizes!!!

Tive que esperar duas semaninhas para fazer a primeira eco e confirmar que estava tudo bem, no seu devido lugar. Não dava pra ver nada, apenas um pontinho preto, que eu tinha que acreditar que era a futura placenta… Mesmo assim o coração pula de alegria!! Com 8 semana de gravidez, pude fazer outra ecografia pra escutar o coração! Isso sim vira o estômago do avesso!! De tão pequeno nem dá pra ver, mas dá para ouvir!!! Nessas horas agradeço à tecnologia!! Aquele ritmo, que é duas vezes mais rápido que o meu próprio coração é sinal de uma nova vida crescendo dentro de mim (!!?)  Claro que hoje em dia tenho a impressão de estar criando um alien dentro da minha barriga de tanto que a Mar se mexe.

Depois veio a ecografia de 10 semanas… essa que já dá para ver as perninhas, os braços e que se move uma barbaridade! Ficou encarando tanto a maquina de eco que só a vimos de frente (essa vai ser boa de briga). O médico até suspeitou que fosse um menino!! Pobre Mar! Mudou de sexo por umas semanas!!  Tive a sorte de fazer uma ecografia de 12 semanas (primeiro trimestre vencido!), antes da viagem ao Brasil para ver o seu perfil. Já se via o narizinho, o queixo!! Eu e a médica ficamos um pouco assustadas, pois Mar não parava de saltar dentro do meu útero (essa vai gostar de esportes radicais). Dois dias depois, eu e Manu estávamos arrumando as malas pra ir pro Brasil!! Maravilha!! Mas essa é outra história!!

10 semaninhas

10 semanas e 3 dias, 33mm da cabeça ao bumbum

10 semanas e 3 dias, 33mm da cabeça ao bumbum

 Tão pequenininha e já se pode ver os braços, as pernas, as mãozinhas…

E como se mexe!!! Ficou o tempo todo encarando (ou vai ser boa de briga, ou é muuuito curiosa mesmo)

Mudança

Vou mudar tudo por aqui.

Assim como na vida, em um blog também existe a necessidade de renovar conforme as coisas evoluem.

Há algumas semanas, tive uma notícia maravilhosa. E acho que era a desculpa que eu estava esperando para mudar as coisas por aqui (dentro da alma).

Daqui a pouco tempo, tudo estará diferente! E como sempre, melhor!

Religião

 

 

Religiao

Buddha, São Francisco, N. Sra. Aparecida, Iemanjá

Não importa no que acredito, o que importa é que acredito.

-Como foi de Páscoa?
-Foi bizarro, mas muito bom
-Pq bizarro?  O que vcs fizeram?
-Sexta fomos ver uns tipis
-Tipis????
-Eh tipo uma cabana de indios…fui ver um ritual la
-Como era?
-Um monte de gente freak tocando tambor e falando da madre tierra y el padre cielo
-Nossa, vc participou de um ritual igual ao meu!…de Xamânicos…adoradores do pai sol e da mãe lua. E como era?
-Diz a lenda que se durante o alinhamento (escreve assim) dos planetas se toca 8000 tambores, a terra pode se recuperar dos danos que causamos
-Que alinhamento, jisuis? Então, o meu foi parecido…Ritual bonito pacas
-Dizem que na sexta feira da pascoa, pela 1ª vez em muuuuuitos milhares de anos, os planetas se alinharam de uma forma. O meu num foi tao bonito assim…As pessoas começaram a dançar…ate ai td bem
-E depois?
-Mas no momento que um deles se levantou e começou a falar que ninguem mais podia fazer um baseado (???!!!) só ele (!!!!!!!!!???) eu levantei e fui
-Como assim, meu deus????
-Alguns realmente estavem bem intencionados, mas outros um bando de hipocritas
-Nesses rituais não tem drogas… só tabaco, no maximo… e se é pra fazer merda só ele pode fazer?????
-Depois dos tambores…cada um tinha que falar alguma coisa (nisso eu tava dando um passeio pelo local que era lindo)
-E aí?
-Aí parece que eles tinham que agradecer a terra, falar coisas…nisso eu fui embora pq estava moooorta de fome e frio
-Que hippie, meu deus
-Nos perdemos na estrada e achamos um restaurante ma-ra-vi-lho-so
-hahahahahaha…tudo tem um por quê.
-Certeza
-Vai ver esse era o propósito
-A melhor comida do mundo…

Sapos

Essa animação é um santo remédio para quem tá precisando de boas risadas.

De um amigo (gênio) meu:

 

Livros

Ok, já sei que sou viciada em livros. Mas desta vez resolvi ler um clássico da literatura brasileira. Um amigo me deu este livro um pouco antes da minha saída do Brasil, dizendo que quando eu sentisse saudades da minha cultura eu poderia saborear um pouco o gostinho tropical nestas paginas tão antigas (sim, é uma edição beeemm velha). O livro sobre o qual escrevo se chama Os Pastores da Noite, do grande (gigante) Jorge Amado, baiano de corpo e alma, com a paixão cravada na Umbanda e no candomblé.

Como é bom ler a lingua brasileira, escrita de uma forma tão majestuosa e poética. Se alguém está longe de casa e está procurando um bom livro, eu recomendo este clássico que nos evoca uma grande Bahia com todos os seus santos. 

Santería

 

  

yemanja

yemanja

  

“Não há mal que o mar não possa curar,
não há pedido que Iemanjá não possa atender.”

 

ODOYÁ, IEMANJÁ! ODOYÁ, MINHA MAE!  

 

 


               Jantar com estrelas“. Não, isso não quer dizer um jantar romantico com alguma estrela do cinema. Estou falando de estrelas mesmo. Aqueles pontinhos brancos que buscamos bem encima da gente cada vez que nos bate algo de romantismo ou de lucidez, uma das poucas coisas que sempre estão lá desde que nascemos ate nossos últimos dias.

               Barcelona oferece durante todo o verão a possibilidade de subir ao Observatori Fabra (com previa reserva) para um jantar decorado com todas as estrelas sobre nossa cabeça, com direito a um passeio por dentro do observatório e uma olhadinha pelo telescópio. Quer uma idéia mais original? Poder desfrutar de uma noite gastronômica e astronômica!

Viva o verão de Barcelona!

Meu paraíso

Os paraísos perdidos estão somente em nós mesmos

Visão da vida

Coloquei o titulo…e agora, que?

Acho que tenho que viver muito mais, até milhões de anos, para ter uma visão da vida.

Minha visão hoje em dia é muito simples: seja feliz! (espero que esta espectativa dure muito)

Esses dias raspei o cabelo, passei máquina 6. Cansei destas imagens modelos de cabelo esvoaçante. Para que ter uma imagem exterior que não está de acordo com a interior? Meu lema é liberdade: de expresão e de espírito (incluindo físico). Praticar o desapego, crer que a vida é muito mais simples, que os rótulos somente representam uma parte do que pode existir dentro de cada coração humano e animal. Para que passar horas tentando “ajustar” o físico enquanto não dedicamos nenhum segundo ao nosso crescimento espiritual? Cansei, dei um basta no meu jeito de tentar agradar à todos (inclusive á mim), uma reza para que as pessoas vejam além da imagem, que se sintam mais sensíveis às impressões e ao conhecimento.

Faço aqui uma reverência àqueles que buscam a paz- geral e individual (afinal geral e individual estão mais que conectadas)- e passam a vida tentando ensinar que o mundo é regido por boa energia e que para tudo na vida existe um lado bom.

 

raspando as madeixas

raspando as madeixas

Pasajeros

Cuando era apenas una niña y me iba de viajen con mi familia, jugaba con mis hermanas un juego de sumar números de matriculas de coches. Esto cuando la vida era más lenta y nos dejaba tiempo para mirar hacia fuera con tranquilidad. Hoy, en un mundo mas rápido, que mal nos deja tiempo para respirar – e inspirar – donde nos parece imposible fijarnos en la vista, yo intento mirar hacia dentro, y mismo sola, juego a sumar pasajeros en mi vida.

 

Lost Paradise

O shame to men! Devil with devil damned
Firm concord holds; men only disagree
Of creatures rational, though under hope 
Of heavenly grace, and, God proclaiming peace,
 Yet live in hatred, enmity, and strife
 Among themselves, and levy cruel wars
 Wasting the earth, each other to destroy;

 

 
Lost Paradise . John Milton 

 

 E então eu me pergunto: O que diferencia o Homem do próprio Demônio??? Eu até arriscaria a dizer que o Homem é muito mais perigoso que o Demônio. Não somos capazes de entrar em acordo nas coisas mais simples, seja para o bem ou para o mal. Matamos inocentes só para “provar” que uma religião é melhor que outra, dilacerando o mínimo de liberdade que se supõe ser racional. A fé tornou-se uma desculpa para matar, e a vida se resume em guerra.

Outro dia entrei em uma livraria só para fuçar um pouco, como já é meu costume há anos. Mas como uma boa viciada em Saramago, me chamou a atençao um livro com um comentario seu. Nao hesitei e comprei o livro, sem pensar em ler mais. Mal sabia que este livro pode mudar o rumo da vida de qualquer um. ”Una piedra roja, una piedra azul, una piedra amarilla” é a biografia postuma de uma pessoa anonima, Marta Pérez Martín (1973-2006), escrita por ela mesma através de suas cartas, e-mails e diarios pessoais. É um livro que nunca pretendeu ser livro, elogiado por escritores como Saramago, José Luis Sampedro e Alfredo Conde entre outros. Os escritos sem presunção, as ideias mais intimas de uma pessoa que não tinha a menor ideia do que passaria, a vontade e coragem de viver os ultimos momentos. Isso sim ensina a viver. Marta me ensinou, e certeza que ensinou a tanta gente mais, a ver a vida de outro modo, prestando atenção nas pequenas coisas, agradecendo cada momento vivido. O titulo é a frase com que Marta termina o relato da sua vida, quando dita ao namorado as linhas finais nos seus últimos dias. Uma celebração às pequenas coisas. Coloco aqui a parte final, para que mais gente possa aproveitar um pouco mais deste relato tao maravilhoso. Mesmo escrito em español, é possível entender o significado, e assim espero tambem que mais gente leia Marta Pérez Martins, uma grande escritora com uma alma maior ainda.

“(…) Siempre pensamos que lo peor que te puede pasar, por ejemplo, es que estés con oxígeno y creas que te va a venir la regla. O que estés en radioterapia y se te inflame el tiroides. O que te claven un casco en la cabeza para hacerte la radiocirugía. O que tu chileno se vuelva a su país, o tantas, tantas cosas que podrían ser peores…

O mejor, porque ¿dónde puedo establecer el final?, ¿es la historia que pudo ser y no fue en aquel prado del calero?, ¿pudo ser una historia entre amores y viajes?

Todas estas historias fueron historias de mejores y peores momentos, pero hoy fue cuando necesité escribir.

He sido muy injusta con la vida, y hoy necesito darle las gracias. Siempre me ha encantado el título El dios de las pequeñas cosas. Siempre he considerado que mi vida y mi dios se están así fabricando, un conjunto de pequeñas cosas conforman mi universo y siento que durante mucho tiempo las he abandonado.

He soñado con mi Asturias infinitas veces para redimirme. Mis pies deben de tener memoria de cada grano de arena y cada piedra. Pero yo no recordaba. La mirada de Cora no se cansaba de pedirme salir, pero, sobre todo, de que yo disfrutara con ella. Hay tantas cosas, grandes y pequeñas, que es una lástima tener que sufrir para poder mirarlas. Dicen que todo tiene un precio, y yo creo que no es cierto, se trata de querer cosas sencillas, amables, livianas, para que te dé tiempo de mirarlas, una a una.

Una piedra roja, una piedra azul, una piedra amarilla. ” 

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